sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012!




“Um dia...”
Um dia... E para nós há sempre um dia
que tudo modifica de repente,
dando outro rumo, inesperadamente,
ao caminho que a gente percorria...

E então, a hora inesperada de alegria
se transforma em tristeza, rudemente,
ou a dor se desfaz, e a alma sente
imprevisto prazer que não sentia.

Ouço falar assim desde menino
e me deixo ficar, sempre esperando,
por esse estranho dia do destino...

E às vezes, esta espera me intimida,
porque não sei o que trará, nem quando
chegará esse dia à minha vida...

J. G.. de Araújo Jorge

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O que são" limeriques"?


Crédito: Cris Eich & Jean-Claude

Limeriques são um tipo de poema bem curto. Eles falam de coisas malucas e têm sempre cinco versos. A primeira, a segunda e a quinta linhas terminam com a mesma rima. Já a terceira e a quarta são mais curtas e rimam diferentes das outras. Ninguém sabe direito como eles surgiram, mas começaram a fazer sucesso quando um inglês barbudo, gordinho e narigudo, chamado Edward Lear, passou a escrever limeriques. O limerique da ilustração ao lado foi ele quem criou.

Daquela senhora o nariz
Sem parar prosperava crescia!
Um dia o perdeu de vista
E exclamou toda aflita:
Oh! Adeus ponta do meu nariz!

Agora que você já leu
A maluquice que Lear escreveu
Ponha a cabeça para funcionar
Comece logo a inventar